segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Morte De Bin Laden

24 horas dos Estados Unidos 1 da manhã no Brasil.

    Ainda sob o efeito das comemorações do dia Mundial do trabalho o presidente dos Estados Unidos Barack Obama anuncia: Osama Bin Laden está morto.
    Imediatamente inicia-se uma festa no Memorial do World Trade Center, onde há 10 anos no fatídico dia 11 de Setembro de 2011, o terrorista havia arquitetado e posto em prática através de 19 homens e o seqüestro de 4 boings comerciais (todos ocupados) de uma renomada empresa, um plano maquiavélico de destruição das Torres Gêmeas que causou a morte de mais de 3000 pessoas, um dos símbolos do orgulho dos Estados Unidos e maior símbolo do capitalismo desde mesmo país.
    De acordo com telejornais, Internet, Jornais impressos e demais mídias, Bin Laden fora localizado após a Base Americana da Guantánamo em Cuba, conseguir informações com um de seus aliados presos e iniciaram buscas com mais fundamentos em 2008.
    Por mais de dois anos, as informações foram perdidas e novamente encontradas e em Agosto de 2010, durante uma busca mais detalhada após informações novas, o esconderijo onde o terrorista e aproximadamente mais 18 pessoas viveram por cinco anos, fora encontrado.
    Desde então, passaram-se cerca de 10 meses nos quais o Exército Americano trabalhara em absoluto silêncio (além de aproximadas 5 reuniões apenas entre os chefes de operações) na tentativa de articulação de um ataque.
   Não estamos falando de uma caverna como fora inicialmente especulado por 10 anos mas sim, de uma casa gigantesca onde havia um complexo de moradias, onde para segurança. o lixo produzido era cuidadosamente insinerado para que não fosse possível localizar uma mínima prova.
   E nesse luxo todo, algumas pessoas se mantiveram surpresas quanto a possibilidade de alguém viver tão bem, ao lado de um número tão grande de pessoas dependendo do seu dinheiro por tanto tempo, mas a resposta é simples: Osama Bin Laden é filho de Mohammed Bin Laden, um magnata da construção civil, que morreu quano o filho tinha 11 anos de idade. Osama, passou a administrar o império do pai e a (avaliado em 80 milhões de dólares na época) e após se ligar a grupos islamitas, provoca um crescimento considerável em sua fortuna. 
   3 Helicópteros MH60 (sendo um deles avaliado em 28 milhões de dólares) (confirmar nome) do     Exército Americano envolvem-se no atentado contra uma casa avaliada em 1 milhão de dólares, onde não havia comunicação por telefone e internet e sim, paredes de aproximadamente 6 metros de altura) onde Osama Bin Laden estava escondido. No ataque, matam além do ditador, duas esposas e um filho dele (há ainda o indício de que Osama Bin Laden utilizou-se de uma mulher como escudo humano e que uma filha com idade entre 12 ou 13 anos estava com o pai, no momento da invasão, mas estes são fatos a serem confirmados). Um dos helicópteros caiu (e mesmo assim, os americanos divulgaram número negativo de soldados mortos ou feridos).
    Após ser atingido na cabeça, Bin Laden teve o corpo higienizado, envolto num lençol e lançado amo mar. Alguns veículos ainda informaram que uma segunda pessoa estava sob os cuidados dos militares e ainda viva, foi levada com o corpo de Osama.
    Para que isso? Para manter a tradição Islâmica de que seus seguidores precisam ser enterrados em no máximo 24 horas após o óbito? Porque isso se o Livro Sagrado em momento algum cita o mar (ou qualquer outro tipo de água) como local, pois o mesmo se refere a um sepultamento (e pelo que se entende da palavra, significa enterrar).
    Por que a pressa dos soldados americanos em anunciam que às 2 da manhã (ou seja, duas horas após o ataque) o corpo já estaria devidamente lançado ao mar? Uma forma de evitar que os levantes e protestos para que se pudesse reaver posse do cadáver fosse feito?
    Sabe-se muito bem que além de manter o segredo referente ao local do mar onde ele se está, uma busca realizada pelos mais fanáticos se tornará cada vez mais inviável a um passo que para isso necessitariam de tecnologia de ponta.
    Ou tudo isso seria uma forma de evitar um velório repleto de atos de comoção por parte dos admiradores de Bin Laden (que em terras paquistanesas e no Oriente Médio não são poucos).
    Seria isso também, motivação para que se evitasse que o local de enterro de Bin Laden se tornasse um memorial terrorista ou local de peregrinação? Ou ainda um local no qual os terroristas ou simpatizantes do terrorista viessem a se reunir para organizar novos ataques?
    O primeiro a falar sobre o atentado na internet é um vizinho da mansão de Bin Laden que no Twitter "narra" os acontecidos minuto a minuto com palavras assim: "estão explodindo algo ao lado de minha casa, há muito barulho e focos de luz, como num incêndio".
    O Primeiro Ministro Silvio Berlusconi surpreende mais uma vez ao perguntar por que o mundo está aplaudindo e comemorando a morte de um homem?
    Repercussão:

    Depois do primeiro momento, cheio de emoção e comemorações, agora o mundo se curva diante da preocupação com represarias por parte da Al Qaeda.
    Dentre vários rumores, existe um em especial, que aponta os próprios parceiros de Bin Laden como seus assassinos por conta de um pacto feito há anos no qual seus parceiros (e guarda-costas) deveriam executá-lo antes dos inimigos para que pudesse prevalecer sua honra.
    Uns pensam em ataques de proporção gigantesca, outros acreditam numa série de atentados sumariamente programados a pontos isolados porém em escala que faça com que o mundo se preocupe mais uma vez.
    Os primeiros a se preocuparem após os americanos foram os ingleses. Ainda na "ressaca" do casamento real, mantém - se sóbrios em sua forma rígida e fria, mas já realizaram alguns preparativos para que seu país permaneça à postos e se previna para um ataque.
    E eles têm lá suas razões, afinal de contas, a morte de Osama Bin Laden não elimina de maneira alguma o terrorismo no mundo e tão pouco nós, somos incautos ao ponto de pensar dessa forma.
    Do contrário, acredito muito que as células terroristas (independente da Al Qaeda, mas todas elas) se fortaleçam (isto é, se é que elas já não esperavam por isso e assim sendo, não enfraqueceram) e erguerão uma verdadeira revolução terrorista ao redor do mundo.
    No Brasil, o governo espera que a morte de hoje não provoque uma onde de atentados e informalmente, alerta os brasileiros que planejam ou já possuem viagens marcadas não só ao Paquistão, mas a todo o Oriente Médio, a agirem com cautela caso realmente precisem ir. Do contrário, os mesmos são instruídos a adiarem suas viagens caso possam.
    Barack Obama, em dois pronunciamentos, manteve a postura de que "O mundo é hoje um lugar melhor e mais seguro".
    O que está se assegurando cada vez mais, é a popularidade o Presidente Americano que durante os últimos meses, estava um tanto arranhada e por que não dizer, decadente e que nas últimas horas, ascendeu de forma inédita até então.
    O cidadão americano passou a fazer um trocadilho feliz com o slogan de campanha do presidente: "yes, we can!" ("sim, nós podemos!") com "yes, we did!" ("sim, nós fizemos!") mas estes mesmos não devem se esquecer de que o Obama Super Homem, já estava se deixando levar e quase abandonando o patriotismo americano para se tornar um cidadão do mundo.

   

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Fatídico Casamento Real

Londres, 29 de Abril de 2011.
    Tá bom, todos sabiam que hoje William e Catherine se casariam afinal, fomos nada gentilmente “inundados” por informações.
    Mas tanta curiosidade trazia consigo suas justificativas: A cerimônia de hoje, foi marcada pelo fato de ser o primeiro casamento da era da internet.
    Sabe-se muitíssimo bem que William e Harry (que tornara-se a partir de hoje o homem mais “cobiçado” do mundo) são o centro das atenções porque são acima de qualquer coisa, espelhos e filhos de Diana, uma mulher que desmistificou e desnudou os empoados traquejos da esnobe família real.
    Permaneceram distantes de escândalos (sim, com exceção de alguns arroubos infantis e juvenis aos quais não me cabem comentários a um passo que estão bastante cravados no passado), serviram as Forças Armadas do seu país e emfim, cativaram um povo inteiro. Também, com um currículo desses...
   Mas vamos ao casamento que teve uma série de pontos marcantes:   
    O desconforto (já esperado) da família Middleton. Suas preocupações em não errar e comprometer sua imagem (e a da filha) diante da realeza (especialmente da rainha, é claro) e do mundo inteiro.
    Contrariando muitas impressões (não só minhas) Harry demonstrou ser um príncipe de luz própria, carismático, delicado em seus gestos sem desmerecer seus também peculiares hábitos nada ligados a realiza (ambos os príncipes sempre foram muito aliados a figura da mãe, simples e realista).

        A preocupação da Rainha em se manter distante do povo em seus gestos comedidos, um tanto frios e curtos com o povo era evidente, especialmente na apresentação dos recém-casados.
   
    Várias perguntas surgiram em torno dos motivos do casamento. Grávida Cate não está porque conseguiu emagrecer bastante (sem necessidade) para aparecer ainda mais esbelta na data da cerimônia. Seria um gesto talvez desesperado da Monarquia em se manter em um patamar social e fazer um resgate de sua popularidade visivelmente arranhada e comprometida (afinal de contas, falamos de uma queda de 80 para 60% de aprovação do povo).
   
    Falando ainda em popularidade, o drástico afastamento “natural” da família real britânica em relação aos outros membros monárquicos mundo afora foi também encontrado como um bom motivo para um cerimonial tão rigoroso e grandioso, pois foi o suficiente para que as boas relações dos britânicos com o restante da realeza fossem ao menos “esteticamente” retomadas.

        Outra especulação pertinente aponta o casamento como uma estratégia financeira.         Mas sejamos ao menos um pouco inteligentes: com um lucro equivalente a dois bilhões de Euros, quem pode acreditar em lucro diante do gasto previsto em 10 bilhões? Sejamos francos, o simples fato de o país decretar um feriado na data do casamento, já significa uma evidente pausa na indústria, no comércio e nos serviços por mais de 24 horas, abertura nos pubs (que na data de hoje, ficarão a noite inteira abertos, seguindo uma permissão da nobreza, contrariando a ordem expressa de que todos devem ser fechados às 23 horas todos os dias) e enfim, vários motivos que simbolizam um déficit financeiro visível até mesmo aos olhos mais incautos .
    Falando ainda da sacada, Charles parecia um tanto à vontade segurando uma das daminhas para que ela pudesse ver o povo durante o aceno dos noivos para o povo. Verdade ou um sinal claro de uma nova realidade? Pois falamos de um Príncipe "falido socialmente" após seu divórcio com Lady Di e o casamento com a Duquesa da Cornuália (que recebeu tal título para efeitos clássicos e decadentes). Diga-se de passagem, este mesmo príncipe pertence a um país onde prevalece a frase "Na Inglaterra rei reina, mas não governa" é cada vez mais necessário que sua figura já obscura se entregue a alguns trejeitos populares ao menos em forma de agradecimento ao povo que sustenta todos os luxos exorbitantes de que sua nobre família desfruta.
    No palácio (na famigerada sacada de sempre) de Buckingham, o protocolo: que visava somente um beijo entre os noivos foi quebrado: William beijou sua agora esposa duas vezes (talvez influenciado ou "aquecido" por uma multidão em polvorosa que gritava seus nomes). Mas depois de viver por sete anos sob o mesmo teto que a princesa e de ela ser "cordialmente dispensada" pela rainha Elizabeth de sua obrigação em fazer um teste que pudesse comprovar sua virgindade para a família real britânica.
    Os gastos despreocupados da família real também assustam não só pelo fato de serem desmedidos e feitos única e exclusivamente para impressionar o povo e o mundo, ainda chocam pelo fato de que são "patrocinados pelo povo" e também para fazerem jus aos 2 bilhões de televisores além de infinitos computadores, tablets, celulares e demais aparelhos ligados ao redor do mundo.

Lady Di

    Vamos ao princípio de tudo: Di é uma Lady porque provém de laços fortes da nobreza.
    É impossível falar de tudo sem mencionar a figura de Lady Di!
    Começando pelo local da cerimônia de hoje, a Abadia de Westminster foi o local onde o corpo de Diana foi velado há 15 anos.
   Seu velório teve mais audiência do que o casamento de hoje sendo que há a estimativa de que 2,5 bilhões de aparelhos de televisão acompanharam o desfecho do trágico mês de Setembro de 1997.
   As comparações entre Di e Catherine são muitas, mas talvez um tanto embaraçosas para uma moça tão jovem.
   Catherine não precisou provar nada (quanto mais algo tão constrangedor quanto sua virgindade), mas Diana teve pontos ao seu favor: por conta da linhagem da qual descendia, manteve-se casta por desejo próprio enquanto a segunda, viveu por cerca de 7 anos com o noivo e teve infinitas idas e vindas .
   Diana, por ser membro da monarquia pôde receber olhares de seu futuro marido ao entrar pela igreja. Foi imediatamente nomeada princesa e ser reconhecida como tal. Algo que Catherine, como plebéia, não pôde desfrutar.
   Por favor! Diana fora a primeira a tornar-se imediatamente um ícone de carisma, moda, quebras delicadas e despropositais de protocolo (como nas cenas onde oferece em público, a mão para William brincar) que aliadas a uma batalha fervorosa ao combate do HIV viria a marcar positivamente sua trajetória como a princesa do povo, forma como ficaria conhecida.
   Apesar de seu casamento “arranjado” com Charles, ela atendia aos requisitos clássicos da monarquia: era protestante, aristocrata, virgem e acataria calada desde o noivado, os encontros entre o príncipe Charles e Camila Parker.
     Acredito que Catherine seja mais destemida, forte, exigente que Diana, mas é justamente aí onde ela pode pecar e deixar de ser uma verdadeira princesa.

Repercussão no Brasil

    Sinceramente, apesar de ver muitos veículos afirmando que muitas coisas mudaram na rotina do dia de hoje, a única que eu reparei foi que muitos amigos meus aguardaram o "momento do sim" (que aconteceu por volta das 7:30 no horário de Brasília) e se atrasaram para saírem ao trabalho.
    Outros tantos anteciparam - se na chegada ao trabalho e assistiram a cerimônia do jeitinho paulistano: numa padaria mesmo, humildemente acompanhados por uma boa média e do colega mais próximo afinal de contas, o matrimônio britânico ocorreu em terras muito, mas muito distantes!
    Se há uma coisa que realmente repercutiu no Brasil, foi o fato (óbvio) de que William e Catherine não se tornarão príncipe e princesa, respectivamente.
    Convenhamos, como isso aconteceria se ela não provém da realeza e ele não é o primeiro na linha de sucessão real e sim o seu pai? Talvez para abrandar os ânimos, a "democrática" rainha Elizabeth II o nomeou Duque de Cambridge, Conde de Strathearn Carrickfergus e Barão logo pela manhã, pouco antes da cerimônia, o que automaticamente se estendeu a sua jovem e recente esposa.